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A TRÍADE DA AUTOCOBRANÇA - Sac S2

A TRÍADE DA AUTOCOBRANÇA

tríade 3

A experiência clínica nos revela como é difícil ao sujeito construir uma autoimagem equilibrada ou ao menos razoavelmente saudável. Aliás, o termo sujeito é aqui propositalmente usado para diferenciar-se do indivíduo (que não se divide) e trazer a noção de sujeição a um outro.

De alguma forma, consideramos insuficiente apenas nossas percepções internas para avaliar positivamente nossas características, pensamentos, sentimentos e ações. Assim, precisamos de um espelho capaz de revelar o que ou como somos/estamos. Porém, não de maneira livre de pré-conceitos. Ela é sempre influenciada, se não determinada, por fatores historicamente relevantes, e um dos termômetros mais importantes para autoimagem diz respeito ao nosso Ideal do Eu, aquilo que temos como modelo de perfeição e que se fará presente na manutenção da integridade do Eu, ou seja, na percepção do ego sobre o sujeito. E isso se dá por meio de uma tríade, ou seja, três elementos inter-relacionados: SER AMADO, SER ACEITO, SER APROVADO.

SER AMADO
Nosso narcisismo, elemento constitutivo da personalidade, carece de afetos poImagem1sitivos. Desejamos ser amados tão logo nos percebemos como um alguém. Sentir-se desejado pelas figuras genitoras/cuidadoras e posteriormente por outros, nos dá uma garantia de que temos “razão” existir. O amor pode ser manifestado e reconhecido de diversas formas, em especial por meio do cuidado, admiração, investimento de energia, tempo e recursos. Quando alguém despende esses itens para mim e por minha causa, sinto-me amado.

SER ACEITO
Imagem3Nossa autoimagem não diz respeito apenas à individualidade. Existe um eu coletivo, que é percebido de acordo com o grupo ao qual pertenço. Em alguns deles nossa participação é involuntária. Quando nasço, sou imediatamente um bebê e faço parte deste grupo, assim como das crianças, adolescentes, adultos, brasileiros, heterossexuais, etc. Em outros casos desejamos pertencer por escolha, por identificação. Essa necessidade de pertencimento faz com que nos esforcemos para acompanhar determinados grupos. Posso ser corintiano, roqueiro, skatista, vegano, etc. A sensação de estar à margem, de estar fora, gera em nós angústia. Por isso é comum o movimento de tentar adequar-se por meio da linguagem, dos trajes, dos hábitos e comportamentos.

SER APROVADO
Nossa autoestima é resultado de uma avaliação entre positiva e negativa sobre nossa imagem. Sendo assim, estamos constantemente sujeitos a esta avaliação, seja pelo mundo exterior, seja por nós mesmos através das entidades formadoras do superego, tais como genitores, professores, líderes religiosos, etc. Ser aprovado nas ações, pensamentos e sentimentos é meta que, ao mesmo tempo, age como aliada do desejo que me impulsiona (o que preciso ser, ter, fazer…), e como instância punitiva e repressora que gera culpa e vergonha por não atingir o nível mais alto e em todas as exigências. A angústia surge da impossibilidade de cumprir todas os objetivos e/ou realizar todos os desejos, sendo estes, quase sempre, contraditórios.

“…Como acontece sempre que a libido está envolvida, mais uma vez aqui o homem se mostra incapaz de abrir mão de uma satisfação que outrora desfrutou. Ele não está disposto a renunciar à perfeição narcisista de sua infância; e quando, ao crescer, se vê perturbado pelas admoestações de terceiros e pelo despertar de seu próprio julgamento crítico, de modo a não mais poder reter aquela perfeição, procura recuperá-la sob a forma de um ego ideal. O que ele projeta diante de si como sendo seu ideal é o substituto do narcisismo perdido de sua infância na qual ele era o seu próprio ideal”. (Freud)

Assim, o tripé da autoexigência e da autocobrança é a construção dTRÍADEe um Eu idealizado cuja meta é: ser amado por todos aqueles que são eleitos como objetos do desejo e identificação; ser aceito em todos os grupos aos quais pertenço por natureza ou escolha; ser aprovado por todos aqueles que representam a norma, a lei, o interdito, as exigências de dever e proibição.

Por isso o ideal do eu é da ordem do impossível.

Alessandro Poveda
Psicanalista SAC
(11) 94945-8735

 

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