POR QUE EU AINDA TE AMO?

Ele se foi…
E você não quer falar sobre nada. Não quer ver ninguém. Nlão quer sair, dançar, cantar. Quer, no máximo, dormir ou beber. Quer entender o que houve.
O por quê aconteceu justo com você. O cara te enganou, fingiu, prometeu, não cumpriu. Fez você acreditar numa mentira. Mesmo assim, você não consegue esquecê-lo. Queria que ele desaparecesse.

Talvez, nesse momento, a frase de música que mais traduza o que você sente seja:
“Eu odeio tudo sobre você. Por que eu [ainda] te amo?” (Three Days Grace)
Na verdade, somente a segunda frase está martelando em sua mente a cada segundo:
“Por que eu te amo?!”. Não é estranho NÃO querer gostar do que JÁ se gosta?
Desejar NÃO amar o quem JÁ se ama? Que paradoxo!

Aquelas cenas de filmes em que o protagonista faz a menina sofrer, chorar, querer morrer… Mas se arrepende, pede perdão, e, no final, fica com a garota irritam!

Muitas mulheres queriam vê-la dando uma voadora no peito dele. Queriam que ela colocasse fogo em seu carro. Que ela lhe desse um chute no meio das pernas. Ou que usassem de sarcasmo, como Lily Allen no clipe de “Smile”.
Mas não!

“Não acredito que essa tonta o aceitou de volta!” “Depois de tudo o que ele fez.”
O surpreendente é que, talvez, o que desperte a raiva seja o fato de que muitas delas fariam o mesmo, se já não o fizeram. Muitas queriam uma atitude da mocinha que mostrasse que ELAS poderiam ter forças pra dizer não. Mas é um “não” muito difícil. Nunca foi tão difícil dizer um não.

Esta dificuldade de acordo entre razão e emoção muitas vezes coloca a mulher num ciclo de repetição em um ou vários relacionamentos. Esta maneira de agir é determinante na forma como os homens agirão em relação a ela.
Lembre-se de que sua atitude influencia diretamente na forma como os outros te tratam. E “É possível mudar nossas vidas e a atitude daqueles que nos cercam simplesmente mudando a nós mesmos”. (Rudolf Dreikurs)

E, de repente, uma ligação, um email, uma mensagem…

“Mas, aquela voz… Aquele perfume… Aquele olhar… E se ele mudou? E se ele mudar?
Tudo isso aliado àquela cara de cachorro que caiu da mudança.
DROGA, voltamos!

Não há muito que ensinar neste momento. Em certos casos cabe um SIM. Noutras é extremamente importante ter forças para dizer NÃO. Do contrário, em breve sofrerá de novo. O maior desafio é ter sabedoria para decidir quando vai usar qual resposta.

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Já se fez algumas perguntas? Algumas extremamente relevantes, tipo:
Ele TAMBÉM me ama? Ele demonstra que realmente quer mudar? Houve tempo suficiente para isso? É isso que quero para minha vida? Certeza de que não é carência e ansiedade?
Sou capaz de ser feliz sozinha, ou dependo dele?
Assista ao filme “Qualquer gato vira-latas” sob esta ótica. Repare que a moça está o tempo todo tentada a voltar com seu ex mesmo antes de ele demonstrar qualquer mudança ou sinal de maturidade.

Pense antes de ele te enrolar com aquela conversinha ao pé do ouvido. Faça a você mesma todas as perguntas necessárias ANTES de decidir. Afinal, na vida, o final pode não ser tão feliz. Se você não pode mudar seu destino, mude sua atitude!” (Amy Tan)

Jô Soares nos dá uma preciosa dica de como deveríamos conduzir essa questão:
“A melhor maneira de ser feliz com alguém é aprender a ser feliz sozinho. Daí a companhia será questão de escolha e não de necessidade.”

Se você tem muitas dúvidas se é hora ou não de voltar, talvez seja um sinal de que não é a hora. Antes de falar com ele, fale com você mesma.
Mas… Ouça!

Até breve!

SAC

 

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