QUEM É VOCÊ?

Quem é você?Woman Holding Photographs of Her Emotions

Esta pergunta parece tão simples e despretensiosa e, ao mesmo tempo, tão complexa e desafiadora. Quando alguém pergunta “quem é você” pode estar se referindo a uma informação genérica ou a algo específico. Pode ser que queira saber somente seu primeiro nome, ou seu nome completo, ou quem são seus pais, em quê ou onde você trabalha, ou ainda, querer te intimidar: Quem é você?!
Para saber o que responder você deve entender o que a pergunta pede. No caso específico deste texto, quero saber O QUE VOCÊ PENSA SOBRE SI MESMA? Como você se vê?

Para te ajudar na resposta vou recorrer a um dos fundadores da psicologia moderna, William James, e ao Dr. Uwe P. Kanning. Com eles chegamos a uma boa definição para o que chamamos hoje de AUTOIMAGEM e AUTOESTIMA.
AUTOIMAGEM é a parte do conhecimento que o indivíduo tem de si próprio, ou seja, a descrição que a pessoa faz de si mesma. Não de uma maneira definitiva e exaustiva, mas dinâmica, e dividida em três tipos:
AUTOIMAGEM INDIVIDUAL: Características que te fazem ser única;
AUTOIMAGEM COLETIVA: Características dos grupos sociais a que você pertence;
AUTOIMAGEM POTENCIAL: Características ligadas às suas possibilidades e expectativas futuras.

Individualmente há algo que só você é, que só você conhece, que só você sabe. Só você possui seu DNA, sua impressão digital, a selfimage-02composição de sua íris. Socialmente só você possui seu número de RG e CPF e a combinação nome, sobrenome, filiação.
Coletivamente você possui definições sobre gênero, nacionalidade, naturalidade, estado civil, profissão, time do coração, posição política. Potencialmente você pode escolher sua profissão, onde vai morar, que línguas vai falar, o que quer estudar, se vai se casar ou não.

Sobre essas coisas há uma constante e variável avaliação que define seu estado de humor, bem-estar e satisfação. A esse processo chamamos de AUTOESTIMA.

AUTOESTIMA consiste na avaliação subjetiva sobre si mesmo como POSITIVA ou NEGATIVA em algum grau. E envolve três níveis:

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CRENÇA
: Aquilo que você acredita.
Ex: Acredito que sou uma boa profissional, acredito que sou bela…

SENTIMENTOS
: Aquilo que você sente. Suas emoções.
Ex: Estou feliz por que recebi um aumento, estou ansiosa por que estou grávida…

AÇÕES
: Aquilo que você faz.
Ex: Vou viajar, vou comprar um carro, estou em férias, vou à academia…

Agora que você entendeu os conceitos deve estar se perguntando em que isso é importante. Bem, a parte importante é que esta autoimagem é CONSTRUÍDA. Ela não vem pronta. Ela é moldada através das primeiras relações. Nós nascemos como uma grande folha e apenas algumas linhas preenchidas. O resto está em branco e vai sendo preenchido. Logo, o que você é aquilo que te fizeram acreditar ser.

Na verdade, você é a soma de três fatores:
Genética, Filogenética e História. Porém, o mais importante é a história e o único em que há possibilidade de intervenção.
Claro que o DNA conta, mas o mais importante é o que virá em seguida.
E essa construção histórica será determinante para sua autoestima.
Você já reparou que quando a mãe ou o pai vestem a criança eles pedem, ou ela mesma corre, para perguntar ao outro “estou bonito?” “estou cheiroso?”

Isso é CONSTITUIÇÃO. É a criança tendo as primeiras referências do que ela é.
E isso se dá de maneira indireta para as demais coisas. Ouvimos desde a infância que somos “arteiros”, ativos, amorosos, tímidos, etc. O texto AUTOESTIMA pode ajudar a entender melhor.
Agora, o que pode acontecer se você foi maltratada? O que pode acontecer se você foi desvalorizada? O que pode acontecer se você nasceu e cresceu ouvindo que não era capaz, que não tem valor, que não tem perspectiva? A tendência é que você corresponda a essa expectativa. Eu já disse que aqui que nos não somos o que somos por acaso.

Nossos pais ou responsáveis nos criaram da melhor forma possível de acordo com suas crenças e possibilidades. É natural que, embora eles tenham sido competentes, já que estamos vivos, não foram perfeitos. Nesse sentido é possível que tenham em algum momento influenciado negativamente a forma como você se vê. Isso não tem a ver com CULPABILIDADE. Não é para culpar seus pais ou responsáveis. Até por que, como disse FREUD Eduque seu filho como quiser; de qualquer maneira há-de educá-lo mal”.
A ideia não é culpar, mas fornecer um novo olhar sobre si mesmo.Autoimagem e a autoestima são mutáveis. Grande parte da autoimagem é construída na infância, mas mesmo na idade adulta, permanece um conceito dinâmico.

E aí cabe a pergunta: QUEM É VOCÊ?
Você se acha bela? Se acha inteligente? Capaz? Determinada?
Você crê em seu potencial criativo? Você crê que pode realizar seu sonho?
Está satisfeita com o que acredita, pensa e faz?
Se as respostas forem negativas você precisa entender os referenciais que está usando. DE QUEM é a voz que responde a essas perguntas em sua mente?

Ouvi mulheres que acreditam que nasceram para sofrer ou que nenhum homem de respeito vai se interessar por elas. Outras que acreditam não serem capazes de estudar determinada área, ou aprender outra língua, aprender a dançar, ou conseguir criar seus filhos. De onde vem essa crença senão de uma autoimagem negativa construída por anos?

“A autoimagem é a essência da personalidade e do comportamento humano. Mude a auto-imagem, e ambos serão transformados”. (Maxwell Maltz)

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A questão aqui não é “pensamento positivo” ou outras filosofias de auto-ajuda. A questão é constitutiva. Você precisa mudar seus referenciais. Entender, explorar e, se necessário, ampliar a base estrutural que determinou sua maneira de enxergar a si mesma.

Você é especial, pois é única!
Você chegou até aqui. Isso significa que há grande potencial em você!
Você só precisa descobrir e se descobrir.
Quem é você? Responda se quiser.

“Uma auto-imagem forte e positiva é a melhor preparação possível para o sucesso”.
(Joyce Brothers)

Se você deseja conhecer um pouco mais sobre esta dinâmica e aprender a aplicabilidade em sua vida, recomendo a Palestra 10 LIÇÕES SOBRE RELACIONAMENTOS.

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